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Exotic Bull

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    É fato que a raça American Bully é uma eterna evolução e mutação, com nichos de criação diferentes em termos de conceito e tipicidade. Internacionalmente, dentro de um mesmo nome e pool de genealogia (American Bully) se encontram diversos tipos, com diferentes resultados fenotípicos, portanto, diferente tipos de cães. Em se tratando desses cães, é mais correto abordar o conceito e tipo do que a questão da raça determinada por um padrão fixo.
    Por mais que o padrão considerado como a tradução e fundação da raça seja o padrão proposto pela ABKC, a existência de vários outros tipos de American Bully é real, e cresce de maneira exponencial, agradando um público cada vez maior, que se dispõe a criar esse tipo de cão.
    Novas entidades surgiram nos EUA e abordam esses novos tipos de American Bully. Cada entidade tem sua maneira de determinar as diretrizes almejadas para a raça, com sua autonomia e aplicação do padrão proposto. A ABBR através deste conceito de autonomia inerente a entidade apresenta aos associados e interessados suas deliberações sobre a criação de American Bully e suas vertentes no Brasil. Nossos padrões definem a identidade da ABBR, e foram baseados em observação da evolução do American Bully no Brasil, nos EUA e no mundo.
    Os padrões de todas entidades nacionais e internacionais foram profundamente estudados, confrontados com as diretrizes da ABBR e confrontados com a realidade da raça. Questões até então obscuras que envolvem a raça passaram a ter uma abordagem aberta e clara. Com isso foi possível juntar as peças desse quebra cabeças e montar uma classificação e livro de registros da raça que permita evolução da mesma as claras, com um banco de dados e genealogias verdadeiras.
    Todo criador que estude o mínimo sobre a raça já ouviu a máxima “Em se tratando de criadores americanos, o que tem importância é o produto final obtido, genealogias não são questionadas e os fins justificam os meios.”A busca por animais abuldogados mantendo características semelhantes as do American Bully Extreme Exótico, espelhada e fomentada por resultado e tipicidade obtidos em todo mundo fizeram com que criadores brasileiros passassem a estudar e observar pedigrees levando a conclusão de que o mix com cães Bull é um dos caminhos para obtenção desse tipo de cão, dando início a vários projetos nacionais de produção com utilização de Buldogues nos cruzamentos.
    ​ Se trata de um tipo de cão que busca manter as características de volume, massa muscular, ossatura e aparência corpórea, conjunto incrementado por um aspecto mais abuldogado, assemelhado ao American Bully Extremo Exótico. Essa busca levou a uma grande quantidade de importações de animais vindos dos exemplares: Miagui, Adobe, Petrus, Pretty Boy, Loco LV, Toad, Naruto, Boss, Bape, Haze, Dax, Phenon, Carlitos, Joker Wild, Beast Mode, Lil Mayo, Bolow, Taz, Blue Cheese, Cobra. São pilares da origem uma nova vertente de cães, que foge ao propósito especificado e detalhado para o American Bully tradicional baseado nos moldes e tipicidade da linhagem Razor Edge. Animais que evoluem dentro do seu proposito herdando e perpetuando geração após geração as características bull das raças utilizadas na sua formação.
    ​ Esse novo livro de registros é voltado para amparar e regulamentar os cruzamentos iniciais envolvendo Buldogue, Terrier e American Bully, modalidade de cruzamento adotada por vários canis no Brasil e no mundo com o objetivo de atingir a tipicidade rácica dos animais e linhagens acima descritos.
    ​ O assunto da inserção de Bulldogues no mundo dos Bullies é um fato que deve ser muito bem avaliado e respeitado. É impossível fechar os olhos para um fato mais do que comprovado em todo esse universo que envolve a evolução da raça e sua diversidade. O país de origem, Estados Unidos, possui hoje uma imensa quantidade de animais e linhas de sangue com inserção de Bulldogues, sendo esses animais e essas linhas consideradas modernas e exportadas para todo o mundo, exemplos já citados acima. O Brasil é um grande mercado desses animais. São genealogias e tipicidades líderes de importações e amplamente introduzidos nos planteis do Brasil. Existem e sempre existirão os criadores que procuram o American Bully de pista, dentro do padrão desenvolvido e praticado pela ABKC, que é respeitado pela ABBR, através do padrão American Bully tradicional, porem esse movimento mundial que envolve o American Bully Extreme Exótico no que tange a inserções não pode ser ignorado.
    ​ Primeiro grande desafio, normatizar e apresentar um padrão para animais oriundos de mix raciais, dando autonomia e transparência para que o criador nacional possa desenvolver seu trabalho as claras, com genealogia declarada e comprovada. Seu produto terá um padrão para se enquadrar e ser avaliado.
    ​ A criação do livro de registros do Exotic Bull dentro da ABBR vem como alternativa para proteger a nomenclatura, genealogia e tipicidade do American Bully e da sua variedade fenotípica, American Bully Extreme Exótico.
    Dentro do conceito de outcross e primeira geração, na opinião da ABBR é injusto um animal recém-nascido, fruto de um mix em raças Bull ou mix Bull e Terrier ou com American Bully portar a nomenclatura “American Bully “no seu registro. Essa premissa visa proteger o conceito American Bully, permitindo que apenas indivíduos corretamente selecionados dentro do padrão proposto possam dar continuidade dentro do American Bully.
    ​ A pergunta que mais foi feita para a ABBR por criadores que pretendem trabalhar o mix racial para alcançar a tipicidade extrema exótica é: Por que a obrigatoriedade de aceitar sem questionar um produto pronto que é oferecido por canis dos EUA, muitas vezes com documentos e genealogia obscuras , se existe a possibilidade de através de seleção de indivíduos e cruzamentos produzir algo do mesmo nível, utilizando a mesma ideologia de cruzamentos e seleção, dessa vez realizada e praticada dentro dos canis do Brasil?

    Qual a grande missão da ABBR frente a esse questionamento?

    Primeiro, prezar e proteger o padrão já estipulado para o American Bully Tradicional e a vertente Extreme Exótico, esses animais fazem parte de um pool genético já definido e documentado, fazem parte do que já nos foi entregue pronto, não sendo passível de questionamento. O que acontece a partir do momento do início deste novo livro de registros será coordenado pela ABBR. A primeira providência é separar em um primeiro momento os mix já citados para não desvalorizar e desmoralizar um padrão já existente.
    O grande desafio de uma entidade que registra cães American Bully hoje é conseguir organizar toda essa diversidade e prezar pela transparência. Se trata de uma atitude inovadora, que permitirá que o Brasil tenha um banco de registro e genética fidedigno, valorizando o criador nacional que obtém bons resultados.


Padrão da Raça

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PADRÃO RACIAL DO EXOTIC BULL

 As características peculiares do mundo Bull nessa nova raça são enaltecidas e permitidas, a exemplo: mordedura com prognatismo inferior, cauda quebrada, com nó ou curta, desenho de cabeça remetendo ao Buldogue, desenho de focinho achatado, peito amplo.
São características e proporções, que associadas tipificam um novo conceito de animal, onde o mix de características herdadas das raças Bull que o formaram traduzem um animal de aparência EXÓTICA. A meta dos criadores de Exotic Bull é alcançar uma tipicidade poderosa, abuldogada, com grande massa muscular e formato de bloco. Todas características e indivíduos devem ser selecionadas de maneira a produzir um animal saudável, sem prejudicar a funcionalidade. Exageros, alterações anatômicas e biomecânicas que tenham influencia em perda de funcionalidade e que comprometam sua devem ser evitadas e combatidas.
Com o intuito de oficializar e padronizar essa nova raça a ABBR abre um novo livro de registro para o Exotic Bull.
Para entendermos como se dá a composição genealógica de um Exotic Bull é preciso citar quais raças podem ser cruzadas entre si para a busca desta nova genealogia e tipicidade:
É indicado ao criador que se propõe a adentrar ao desenvolvimento do Exotic Bull o cruzamento entre as raças: Bulldogue Inglês, Bulldogue Inglês Exótico, Bulldogue Francês, Bulldogue Francês Exótico, Olde English Bulldogue, Bulldogue Americano, Bulldogue Campeiro, Shorty Bull, American Bully, American Staffordshire, American Pit Bull e Staffordshire Bull, não havendo percentual mínimo ou máximo obrigatório de cada raça envolvida na produção desse hibrido.

DESCRIÇÃO GERAL:

Resultado da união das características físicas e do temperamento das raças envolvidas em sua formação, o Exotic Bully é um animal de companhia, que busca intimo contato com a família. Se socializa facilmente com humanos e outros animais. Tem como característica o temperamento ameno e confiável. Sua compleição física não contribui para um cão atlético, porém é um cão alegre, festivo e saudável. Apresenta um corpo volumoso, bem musculado, sendo largo e compacto, com aspecto mais tendente ao quadrado possível.

Cabeça

Deve ser poderosa e impactante. Apresentando crânio largo, com desenho visto de frente, de lado e de cima sempre com aspecto blocado. Muitas vezes o tamanho da cabeça e seu volume se tornam acima do esperado para a estrutura geral do animal. As definições musculares de masseter são bem vindas, pois incrementam o aspecto poderoso da cabeça. A proporção crânio/focinho para valorizar ao máximo o aspecto exótico e não deve ser superior a 2:1, ou seja, possuem focinho curto. A cabeça do Exotic Bull deve ter stop bem pronunciado. É aceito rugas na face e presença de prega nasal que remete ao Bulldogue. Barbelas excessivas não são bem vistas.

FOCINHO:

Deve ser valorizado o desenho típico, contribui muito no desenho da cabeça de um Exotic Bull. Deve ser curto, quadrado, apresentando variada quantidade de rugas e prega nasal que remeta ao ancestral bulldogue. As narinas devem ser amplas e permitir correta respiração ao animal. A linha inferior do focinho deve ser paralela a superior, é altamente desejado inserção do focinho com altura próxima da linha dos olhos, aspecto de arrebitado, sempre mantendo a proporção de 1:2 em relação a cabeça. O focinho deve ser curto, porem em hipótese alguma prejudicar a capacidade do animal respirar normalmente.

MORDEDURA:

O Exotic Bull pode apresentar mordedura em torques ou mordedura com prognatismo inferior moderado. Não deve apresentar torção de mandíbula e não deve apresentar prognatismo exagerado que permita visualização dos caninos inferiores com o animal de boca fechada.

TRUFA:

Narinas largas e aspecto largo da trufa nasal são características da raça. A morfologia da trufa nasal e das narinas deve sempre favorecer o processo de respiração. Todas as cores são aceitas. Dever ser corretamente pigmentadas.

MAXILA / MANDIBULA:

Aspecto poderoso, curta, largos, fortes e quadrados. É importante a correta separação e distância entre os caninos de maneira a conferir aspecto amplo, bem marcado e quadrado.

ORELHAS:

orelhas em rosa, sem eretas, eretas e cortadas são aceitas. Orelhas pendulares não são aceitas.

OLHOS:

Devem ser afastados, de tamanho médio, contribuindo para uma bela expressão do animal. Expressão trágica conferida por olhos esbugalhados devem ser evitadas. Todas a cores são permitidas.

PESCOÇO:

deve ser poderoso, de tamanho médio ou até mesmo curto, sempre contribuindo para o desenho compacto do animal, desenho de arco bem marcado, musculatura evidente que se sobressaia e dê volume ao animal. Base larga e bem musculada.

TRONCO:

costelas bem arqueadas, chegando até mesmo ao formato de barril. Musculoso e curto. Visto de cima os ombros largos somados ao arqueamento e amplitude das costelas marcam diferença em relação a cintura.

DORSO:

Apresentam grande volume muscular em toda sua extensão, dorsos curtos são procurados, porem animais levemente retangulares não são punidos. O dorso deve ser plano, seguindo uma linha reta até a garupa, porém em função da inserção de Bulls, dorsos levemente ascendentes e com garupa ligeiramente alta são aceitos.

PEITO:

deve ser amplo, sendo essa uma característica marcante do Exotic Bull. Deve seguir a proporção de amplitude e arqueamento das costelas, desenhando uma frente larga, preenchida e poderosa. Profundo, até no mínimo a linha dos cotovelos e com boa projeção frontal. Pequena distância ente os cotovelos e o peito é permitida, haja visto a possibilidade da frente com ou todo se desenhar como barril, com discreta projeção lateral dos cotovelos, porem essa característica não deva ser selecionada.

OMBROS:

Devem ser largos, seu volume está diretamente ligado a harmonia e composição robusta do animal. É característico do exotic bull grande volume muscular associado a correta angulação de escapulas, que contribui para uma bela projeção frontal do peito. Alterações angulares na vista frontal, conferindo arqueamento dos membros anteriores, inerentes aos Bulldogues são permitidas, porém se espera manter o animal dentro de um padrão morfológico funcional próximo a anteriores retos, paralelos e perpendiculares ao solo.

CAUDA:

Caudas mais curtas, com quebra, com nó são permitidas. Nenhum tipo de cauda é considerado uma falta, falta grave ou desqualificante, todas são permitidas.

MEMBROS ANTERIORES:

ossatura poderosa, acompanhada de bom volume muscular e comprimento curto. O volume ósseo deve ser compatível com a estrutura do cão. Os cotovelos quando vistos de frente devem ser mantidos justos ao corpo, no entanto é considerado inerente a raça alterações angulares na articulação do cotovelo que denotam aparência mais afastada na relação cotovelo / peito. Sempre é importante buscar e enaltecer um animal saudável e funcional, portanto as pernas não devem ser excessivamente curtas, e os ângulos e cotovelos e antebraços devem ser o mais próximos possível ao reto, mantendo a frente do animal ampla, buscando o paralelismo entre ombros, cotovelos e antebraços. Sendo isso consenso para ter um animal sem limitações físicas. Metacarpos curtos e fortes para suportar a estrutura do animal, pés redondos. Pisada levemente rotacionada para fora é permitido.

MEMBROS POSTERIORES:

Boa massa muscular é importante, com massa óssea condizente a estrutura do animal, desta maneira um animal pesado e forte tem a correta propulsão e movimentação. As raças formadoras do Exotic Bull, com exceção ao American Bully apresentam posteriores moderadamente angulados. O padrão de desenvolvimento do EXÓTIC BULL busca um animal com boa angulação de joelhos e de jarretes. Não devem ser retos. Garupa levemente ascendente em relação ao dorso é permitida. Vistos de trás os posteriores devem ser amplos, musculosos e paralelos. O conjunto de massa, ossatura, garupa e angulação de posteriores deve favorecer ao máximo a boa movimentação e propulsão do animal. Qualquer excesso ou falta que possa prejudicar a biomecânica deve ser punido.

MOVIMENTAÇÃO:

Remete a um andar curto em termos de alcance das passadas. Não apresentam trote com fluidez e velocidade. É importante a boa movimentação dos indivíduos, sempre poderosa, espontânea, demonstrando poder e saúde.

PELAGEM:

curta, densa, macia, sem falhas.

COR:

todas as cores são aceitas.

TAMANHO, PESO e ALTURA:

Macho e Fêmeas: até 42 ,00 cm
Peso deve ser compatível com o que se espera de um Exotic Bull, trabalhando em harmonia com altura, formando um animal de estrutura poderosa, blocada, com aspecto impressionante no que tange à volume, portanto não é definido o peso ideal, mas sim o tipo obtido.

TEMPERAMENTO:

Ameno, afetuoso, disposto a conviver em família. Extremamente confiável e tolerante com crianças. Aceitam convívio com outros animais.

FALTAS:

Focinho longo.
Extremos morfológicos que deixem o animal incapacitado de ter locomoção normal e respiração normal.
Pelagem longa. Ausência dos testículos, ou testículo retido. Agressividade contra humanos. Falta de volume e peso que caracterize o animal da raça Exotic Bull
Nota** - A ABBR se reserva no direito de alterar o padrão, sem aviso prévio caso julgue necessário para o melhor desenvolvimento da raça.

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